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Sociologia Gonzaga Mota ,
segunda-feira, 20 de maio de 2013
18:19
Relembrando a aula passada...
Aulas passadas falamos sobre o método utilizado pelos sofistas, onde aprendemos a importância da retórica e erística no método destes pensadores da filosofia, destacando-se nas figuras de Górgias, Isócrates e Protágoras, o último eternizou a frase que demonstra bem o pensamento sofístico: "o homem é a medida de todas as coisas", dessa maneira demonstrando que através da argumentação e bom domínio do bem falar o homem poderia exercer a polimatia, algo bastante difundido e defendido por estes pensadores. Onde na aula anterior culminamos com um momento de explanação de temas diversos e totalmente fantasiosos que foram brilhantemente defendidos e debatidos pela turma. Hoje pretendemos entrar na Filosofia clássica, na figura de um dos mais ilustres e considerado o pai da filosofia clássica, que é Sócrates, onde com o método da parturição, fez com que os indivíduos percebessem que os conhecimentos que achamos possuir, na verdade não o possuímos...
Iremos agora desfrutar um pouco desse mestre responsável pela criação da Dialética (Ironia) e Maiêutica na filosofia.
IRONIA E MAIÊUTICA DE SÓCRATES
| Sócrates considerada pai da filosofia Ocidental. |
Sócrates, que viveu no séc. IV a.C., enfrentou o relativismo moral no qual se degenerou a democracia grega, com um método simples: é preciso conhecer para se poder falar.
A democracia pressupunha uma isonomia ou igualdade entre os cidadãos, capacitando-os a exprimir suas opiniões e interesses em assembleia na construção da comunidade. Porém, um escândalo proporcionou a inquisição de Sócrates: o escândalo do lógos. Este perdeu seu vínculo com as coisas (sua consubstancialidade) e era ensinado como uma ferramenta que visa apenas a convencer o seu adversário (tese oposta).
Os sofistas, esses professores mercenários que ensinavam em troca de salários, diziam poder falar bem sobre qualquer assunto, pretendendo, pois, serem portadores de um saber universal. No entanto, a um homem não convém saber tudo (só a um deus). Era preciso, então, mostrar que os discursos desses pretensiosos homens eram discursos de ilusão, que convenciam pela emoção ou imaginação e não pela verdade.
Com isso, Sócrates criou um método que muitos confundem ainda hoje apenas com uma figura de linguagem. A ironia socrática era, antes de tudo, o método de perguntar sobre uma coisa em discussão, de delimitar um conceito e, contradizendo-o, refutá-lo. O verbo que originou a palavra (eirein) significa mesmo perguntar. Logo, não era para constranger o seu interlocutor, mas antes para purificar seu pensamento, desfazendo ilusões. Não tinha o intuito de ridicularizar, mas de fazer irromper da aporia (isto é, do impasse sobre o conceito de alguma coisa) o entendimento.
Porém, sair do estado aporético exigia que o interlocutor abandonasse os seus pré-conceitos e a relatividade das opiniões alheias que coordenavam um modo de ver e agir e passasse a pensar, a refletir por si mesmo. Esse exercício era o que ficou conhecido como maiêutica, que significa a arte de parturejar. Como sua mãe, que era parteira, Sócrates julgava ser destinado a não produzir um conhecimento, mas a parturejar as ideias provindas dos seus interlocutores, julgando de seu valor (a parteira grega era uma mulher que não podia procriar, era estéril, e por isso, dava a luz aos corpos de outra fonte, avaliando se eram belos ou não). Significa que ele, Sócrates, não tinha saber algum, apenas sabia perguntar mostrando as contradições de seus interlocutores, levando-os a produzirem um juízo segundo uma reflexão e não mais a tradição, os costumes, as opiniões alheias, etc. E quando o juízo era exprimido, cabia a Sócrates somente verificar se era um belo discurso ou se se tratava de uma ideia que deveria ser abortada (discurso falso, errôneo).
Assim, ironia e maiêutica, constituíam, por excelência, as principais formas de atuação do método dialético de Sócrates, desfazendo equívocos e deslindando nuances que permitiam a introspecção e a reflexão interna, proporcionando a criação de juízos cada vez mais fundamentados no lógos ou razão.
De acordo com o que foi apresentado, responda:
Qual a diferença presente entre as filosofia dos Sofistas e de Sócrates.
O método socrático é dividido em dois momento, explique como ocorria a filosofia socrática.
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Sociologia Gonzaga Mota ,
quinta-feira, 9 de maio de 2013
09:23
Após o surgimento da democracia na Grécia antiga, vários
transformações ocorreram na sociedade, exigindo novas formas de se
relacionar. A democracia era o sistema de governo que pressupunha a
escolha periódica de executores e elaboradores das leis. E para isso,
não havia nenhum critério.
Neste período, em que já estão avançadas as questões cosmológicas, a
busca pelo ser das coisas deixa de ser o foco principal das questões
filosóficas, que agora se ocupa com o homem e suas potencialidades. Era
preciso saber falar para fazer valer seus interesses nas assembleias.
Surgem, então, os famosos oradores denominados Sofistas, palavra que significa sábio em grego.
Esses homens, portadores de uma eloquência incomum, propunham ensinar
qualquer coisa aos cidadãos que almejassem os cargos públicos ou
simplesmente que se defenderiam em um caso litigioso. No entanto, suas
técnicas nada mais eram do que ensinar a persuadir convencendo seu
interlocutor em um debate, seja pela emoção, seja pela passividade
deste. Ardilosos oradores, os sofistas fascinavam àqueles que ouviam
suas palestras, ensinando como transformar um argumento fraco em um
argumento forte e vice-versa. Para eles, fácil era convencer conforme
seus interesses, por isso conseguiam provar que uma coisa ora era
branca, ora preta. O importante era convencer a qualquer custo. Mediante
salários (ou seja, cobravam pelo ensino), eles ensinavam a quem pudesse
pagar, sobre qualquer coisa, dizendo serem portadores de um saber
universal. Mas na prática, ensinavam como refutar o seu adversário, não
se preocupando com a relação que as palavras tinham com as coisas,
articulando-as segundo as necessidades do debate para convencer e
derrotar seu oponente.
São famosos e numerosos os sofistas que atuaram na Grécia antiga, em
especial em Atenas, onde a cultura floresceu com mais evidência.
Híppias, Pródico, Antístenes, Trasímaco são apenas alguns exemplos
históricos destes que inventaram um certo modo de viver numa política
que pressupunha a isonomia (leis iguais para todos os cidadãos). No
entanto, podemos destacar especialmente dois dos maiores sofistas de
todos os tempos: Górgias e Protágoras.
Protágoras é conhecido como o primeiro sofista. Sua fama se estendia
por todas as colônias e era um homem culto e bem sucedido. Aliás, a
estima do público, a vaidade e o reconhecimento era algo de que todos os
sofistas se valiam, pois para eles o que importa é o momento e jamais o
que se tem depois de morto. Questões espirituais eram descartadas,
gerando algumas acusações de impiedade, das quais o próprio Protágoras
conseguiu escapar.
Este eminente orador vivia uma forma de absoluto subjetivismo relativista. Sua máxima “o homem é a medida de todas as coisas” ilustra
bem o modo de pensar das diferentes pessoas. Isto quer dizer que cada
pessoa, pensa, deseja e busca algo para si, de tal forma única que
impossibilita que exista uma verdade absoluta. A verdade, segundo
Protágoras, depende de cada um, depende de como cada coisa aparece para
cada um em seu juízo. O que pode ser verdade para um, pode não o ser
para outro. Com esse relativismo moral, ele rejeita toda verdade
universal. Se algo te parece bom, faça. Se isso traz benefício a você e
prejuízo aos outros, faça assim mesmo.
Com isso, Protágoras também desacreditava dos deuses. Seu pragmatismo
imediatista afirmava que se você nada pode saber dos deuses, eles não
servem para nada e, assim, você pode ser indiferente a eles. Esse foi um
dos motivos pelos quais ele foi acusado de impiedade.
Outro ilustre sofista e não menos importante foi Górgias. Descartando
qualquer noção de moral ou virtude, ele determinou a persuasão como
algo essencial ao homem. Segundo ele, o domínio dessa técnica permite ao
homem conhecer todas as coisas e, com isso, ser feliz.
Górgias redigiu um tratado sobre o Não Ser, em resposta ao filósofo
Parmênides, em que consta o resumo de seu modo Niilista de pensar. Para
ele, nada existe de real; e se nada existe, o homem não pode conhecer
verdadeiramente nada; e mesmo que algo exista e possa a ser conhecido,
seria impossível comunicar aos outros este conhecimento.
Desse modo, Górgias acentua o seu ceticismo, evidenciando a
impossibilidade de um conhecimento definitivo e propiciando um ambiente
em que o mundo só tem o valor daquilo que o homem confere, consciente de
sua efemeridade, ou seja, que o homem é um ser passageiro e que age
apenas para satisfazer seus interesses pessoais.
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Sociologia Gonzaga Mota ,
09:19
Período pré-socrático (séc. VII-V a.C.)
Período Naturalista pré-socrático, em que o interesse filosófico é voltado para o mundo da natureza.
O primeiro período do pensamento
grego toma a denominação substancial de período naturalista, porque a
nascente especulação dos filósofos é instintivamente voltada para o
mundo exterior, julgando-se encontrar aí também o princípio unitário de
todas as coisas; e toma, outrossim, a denominação cronológica de período
pré-socrático, porque precede Sócrates e os sofistas, que marcam uma
mudança e um desenvolvimento e, por conseguinte, o começo de um novo
período na história do pensamento grego. Esse primeiro período tem
início no alvor do VI século a.C., e termina dois séculos depois, mais
ou menos, nos fins do século V.
Surge e floresce fora da Grécia
propriamente dita, nas prósperas colônias gregas da Ásia Menor, do Egeu
(Jônia) e da Itália meridional, da Sicília, favorecido sem dúvida na sua
obra crítica e especulativa pelas liberdades democráticas e pelo
bem-estar econômico. Os filósofos deste período preocuparam-se quase
exclusivamente com os problemas cosmológicos. Estudar o mundo exterior
nos elementos que o constituem, na sua origem e nas contínuas mudanças a
que está sujeito, é a grande questão que dá a este período seu caráter
de unidade. Pelo modo de a encarar e resolver, classificam-se os
filósofos que nele floresceram em quatro escolas: Escola Jônica; Escola
Itálica; Escola Eleática; Escola Atomística.
Os filósofos
Tales de Mileto (624-548 a.C.) "Água"
Tales de Mileto,
fenício de origem, é considerado o fundador da escola jônica. É o mais
antigo filósofo grego. Tales não deixou nada escrito, mas sabemos que
ele ensinava ser a água a substância única de todas as coisas. A terra
era concebida como um disco boiando sobre a água, no oceano. Cultivou
também as matemáticas e a astronomia, predizendo, pela primeira vez,
entre os gregos, os eclipses do sol e da lua. No plano da astronomia,
fez estudos sobre solstícios a fim de elaborar um calendário, e examinou
o movimento dos astros para orientar a navegação. Provavelmente nada
escreveu. Por isso, do seu pensamento só restam interpretações
formuladas por outros filósofos que lhe atribuíram uma idéia básica: a
de que tudo se origina da água. Segundo Tales, a água, ao se resfriar,
torna-se densa e dá origem à terra; ao se aquecer transforma-se em vapor
e ar, que retornam como chuva quando novamente esfriados. Desse ciclo
de seu movimento (vapor, chuva, rio, mar, terra) nascem as diversas
formas de vida, vegetal e animal. A cosmologia de Tales pode ser
resumida nas seguintes proposições: A terra flutua sobre a água; A água é
a causa material de todas as coisas. Todas as coisas estão cheias de
deuses. O imã possui vida, pois atrai o ferro.
Anaximandro de Mileto (611-547 a.C.) "Ápeiron"
Anaximandro de Mileto, geógrafo,
matemático, astrônomo e político, discípulo e sucessor de Tales e autor
de um tratado Da Natureza, põe como princípio universal uma substância
indefinida, o ápeiron (ilimitado), isto é, quantitativamente infinita e
qualitativamente indeterminada. Deste ápeiron (ilimitado) primitivo,
dotado de vida e imortalidade, por um processo de separação ou
"segregação" derivam os diferentes corpos. Supõe também a geração
espontânea dos seres vivos e a transformação dos peixes em homens.
Anaximandro imagina a terra como um disco suspenso no ar. Eterno, o
ápeiron está em constante movimento, e disto resulta uma série de pares
opostos - água e fogo, frio e calor, etc. - que constituem o mundo. O
ápeiron é assim algo abstrato, que não se fixa diretamente em nenhum
elemento palpável da natureza. Com essa concepção, Anaximandro prossegue
na mesma via de Tales, porém dando um passo a mais na direção da
independência do "princípio" em relação às coisas particulares. Para
ele, o princípio da "physis" (natureza) é o ápeiron (ilimitado).
Atribui-se a Anaximandro a confecção de um mapa do mundo habitado, a
introdução na Grécia do uso do gnômon (relógio de sol) e a medição das
distâncias entre as estrelas e o cálculo de sua magnitude (é o iniciador
da astronomia grega). Ampliando a visão de Tales, foi o primeiro a
formular o conceito de uma lei universal presidindo o processo cósmico
total. Diz-se também, que preveniu o povo de Esparta de um terremoto.
Anaximandro julga que o elemento primordial seria o indeterminado
(ápeiron), infinito e em movimento perpétuo.
Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C.) "Ar"
Segundo Anaxímenes, a arkhé (comando)
que comanda o mundo é o ar, um elemento não tão abstrato como o
ápeiron, nem palpável demais como a água. Tudo provém do ar, através de
seus movimentos: o ar é respiração e é vida; o fogo é o ar rarefeito; a
água, a terra, a pedra são formas cada vez mais condensadas do ar. As
diversas coisas que existem, mesmo apresentando qualidades diferentes
entre si, reduzem-se a variações quantitativas (mais raro, mais denso)
desse único elemento. Atribuindo vida à matéria e identificando a
divindade com o elemento primitivo gerador dos seres, os antigos jônios
professavam o hilozoísmo e o panteísmo naturalista. Dedicou-se
especialmente à meteorologia. Foi o primeiro a afirmar que a Lua recebe
sua luz do Sol. Anaxímenes julga que o elemento primordial das coisas é o
ar.
Heráclito de Éfeso
Heráclito nasceu em Éfeso, cidade da
Jônia, de família que ainda conservava prerrogativas reais (descendentes
do fundador da cidade). Seu caráter altivo, misantrópico e melancólico
ficou proverbial em toda a Antigüidade. Desprezava a plebe. Recusou-se
sempre a intervir na política. Manifestou desprezo pelos antigos poetas,
contra os filósofos de seu tempo e até contra a religião. Sem ter sido
mestre, Heráclito escreveu um livro Sobre a Natureza, em prosa, no
dialeto jônico, mas de forma tão concisa que recebeu o cognome de
Skoteinós, o Obscuro. Floresceu em 504-500 a.C. - Heráclito é por muitos
considerados o mais eminente pensador pré-socrático, por formular com
vigor o problema da unidade permanente do ser diante da pluralidade e
mutabilidade das coisas particulares e transitórias. Estabeleceu a
existência de uma lei universal e fixa (o Lógos), regedora de todos os
acontecimentos particulares e fundamento da harmonia universal, harmonia
feita de tensões, "como a do arco e da lira".
Suas filosofias eram:
A. Dialética exterior, um raciocinar de cá para lá e não a alma da coisa dissolvendo-se a si mesma;
B. Dialética imanente do objeto, situando-se, porém, na contemplação do sujeito;
C. Objetividade de Heráclito, isto é, compreender a própria dialética como princípio.
Pitágoras de Samos
Pitágoras,
o fundador da escola pitagórica, nasceu em Samos pelos anos 571-70 a.C.
Em 532-31 foi para a Itália, na Magna Grécia, e fundou em Crotona,
colônia grega, uma associação científico-ético-política, que foi o
centro de irradiação da escola e encontrou partidários entre os gregos
da Itália meridional e da Sicília. Pitágoras aspirava - e também
conseguiu - a fazer com que a educação ética da escola se ampliasse e se
tornasse reforma política; isto, porém, levantou oposições contra ele e
foi constrangido a deixar Crotona, mudando-se para Metaponto, aí
morrendo provavelmente em 497-96 a.C.
Segundo o pitagorismo, a essência, o
princípio essencial de que são compostas todas as coisas, é o número, ou
seja, as relações matemáticas. Os pitagóricos, não distinguindo ainda
bem forma, lei e matéria, substância das coisas, consideraram o número
como sendo a união de um e outro elemento. Da racional concepção de que
tudo é regulado segundo relações numéricas, passa-se à visão fantástica
de que o número seja a essência das coisas.
A doutrina e a vida de Pitágoras, desde os tempos da antiguidade, jaz envolta num véu de mistério.
A força mística do grande filósofo e
reformador religioso, há 2.600 anos vem, poderosamente, influindo no
pensamento Ocidental. Dentre as religiões de mistérios, de caráter
iniciático, a doutrina pitagórica foi a que mais se difundiu na
antiguidade.
Não consideramos apenas lenda o que
se escreveu sobre essa vida maravilhosa, porque há, nessas descrições,
sem dúvida, muito de histórico do que é fruto da imaginação e da
cooperação ficcional dos que se dedicaram a descrever a vida do famoso
filósofo de Samos.
O fato de negar-se, peremptoriamente,
a historicidade de Pitágoras (como alguns o fazem), por não se ter às
mãos documentação bastante, não impede que seja o pitagorismo uma
realidade empolgante na história da filosofia, cuja influência atravessa
os séculos até nossos dias.
Demócrito de Abdera
De sua vida sabemos poucas coisas
seguras, mas muitas lendas. Viagens extraordinárias, a ruína material,
as honras que recebeu de seus concidadãos, sua solidão, seu grande poder
de trabalho. Uma tradição tardia afirma que ele ria de tudo. . .
Demócrito e Leucipo partem do
eleatismo. Mas o ponto de partida de Demócrito é acreditar na realidade
do movimento porque o pensamento é um movimento. Esse é seu ponto de
ataque: o movimento existe porque eu penso e o pensamento tem realidade.
Mas se há movimento deve haver um espaço vazio, o que equivale a dizer
que o não-ser é tão real quanto o ser. Se o espaço é absolutamente
pleno, não pode haver movimento.
São características de seu pensamento:
- Gosto pela ciência. Aitíai. Viagens.
- Clareza. Aversão ao bizarro.
- Simplicidade do método.
- Arrojo poético (poesia do atomismo).
- Sentimento de um progresso poderoso.
- Fé absoluta em seu sistema.
- O Mal excluído de seu sistema.
- Paz de espírito, resultado do estudo cientifico. Pitágoras.
- Inquietações míticas: racionalismo.
- Inquietações morais: ascetismo.
- Inquietações políticas: quietismo.
- Inquietações conjugais: adoção de filhos.
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Sociologia Gonzaga Mota ,
terça-feira, 17 de abril de 2012
05:26
Revisando os Conceitos vistos na Aula Anterior
O fato social é objeto central da teoria sociológica de Émile Durkheim, constituindo-se em qualquer forma de indução sobre os indivíduos que é tida como uma coisa exterior a eles, tendo uma existência independente e estabelecida em toda a sociedade, que é considerada então como caracterizada pelo conjunto de fatos sociais estabelecidos.
Também se define o fato social como uma norma coletiva com independência e poder de coerção sobre o indivíduo.
Segundo Emile Durkheim, os Fatos Sociais constituem o objeto de estudo da Sociologia pois decorrem da vida em sociedade.O sociólogo francês defende que estes têm três características:
§ Coercitividade - característica relacionada com a força dos padrões culturais do grupo que os indivíduos integram. Estes padrões culturais são fortes de tal maneira que obrigam os indivíduos a cumpri-los.
§ Exterioridade - esta característica transmite o fato dessespadrões de cultura serem "exteriores aos indivíduos", ou seja ao fato de virem do exterior e de serem independentes das suas consciências.
§ Generalidade - os fatos sociais existem não para um indivíduo específico, mas para a coletividade. Podemos perceber a generalidade pela propagação das tendências dos grupos pela sociedade, por exemplo.
Solidariedade Social
A solidariedade social é a condição do grupo que resulta da comunhão de atitudes e de sentimentos, de modo a constituir o grupo em apreço uma unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face de oposição vinda de fora.
Há importantes estudos sociológicos realizados pelo francês Émile Durkheim (1858-1917), em sua obra intitulada A Divisão do Trabalho. Sua tese é de que a sociedade era mantida coesa por duas forças de unidade. Uma em relação a pontos de vista semelhantes compartilhados pelas pessoas, por exemplo, valores e crenças religiosas, o que ele denominou de solidariedade mecânica. A outra é representada pela divisão do trabalho em profissões especializadas, que foi denominada de solidariedade orgânica.
Solidariedade mecânica
Característica da fase primitiva da organização social que se origina das semelhanças psíquicas e sociais (e, até mesmo, físicas) entre os membros individuais. Para a manutenção dessa igualdade, necessária à sobrevivência do grupo, deve a coerção social, baseada na consciência coletiva, ser severa e repressiva. O progresso da divisão do trabalho faz com que a sociedade de solidariedade mecânica se transforme.
Solidariedade orgânica
À medida que as sociedades se tornam mais complexas, a divisão do trabalho e as consequentes diferenças entre os indivíduos conduzem a uma crescente independência nas consciências. As sanções repressivas, que existem nas sociedades "primitivas", dão origem a um sistema legislativo que acentua os valores da igualdade, liberdade, fraternidade e justiça.
A divisão do trabalho, característica das sociedades mais desenvolvidas, gera um novo tipo de solidariedade, não mais baseado na semelhança entre os componentes (solidariedade mecânica), mas na complementação de partes diversificadas. O encontro de interesses complementares cria um laço social novo, ou seja, um outro tipo de princípio de solidariedade, com moral própria, e que dá origem a uma nova organização social - solidariedade orgânica. Sendo seu fundamento a diversidade, a solidariedade orgânica implica uma maior autonomia, com uma consciência individual muito mais livre.
De acordo com o texto responda:
· Quais as características dos Fatos Sociais;
· O que se entende por Solidariedade;
· Qual a diferença entre Solidariedade Mecânica e Orgânica;
· Qual dessas está presente em nossos dias atuais.
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Sociologia Gonzaga Mota ,
05:25
O sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917), tido por muitos como um dos pais da sociologia moderna, define em seu livro, “As Regras do Método Sociológico” (1895), que o objeto de estudo da Sociologia deve ser o fato social, pois ele deriva da vida em sociedade, que é caracterizada pelo conjunto de fatos sociais estabelecidos.
Podemos classificar como fatos sociais as regras jurídicas, morais, dogmas religiosos, sistemas financeiros, maneiras de agir, costumes, etc., enfim, todo um conjunto de “coisas”, exteriores ao indivíduo e aplicáveis a toda a sociedade, que são capazes de condicionar ou até determinar suas ações; sendo esta “coisa” dotada de existência própria, ou seja, independente de manifestações individuais. No entanto, devemos ressaltar que nem todo fato comum em determinada sociedade pode ser considerado fato social, não é a generalidade que serve para caracterizar este fenômeno sociológico, mas sim a influência dos padrões sociais e culturais, da sociedade como um todo, sobre o comportamento dos indivíduos que integram esta sociedade; como exemplo podemos citar o alto índice de suicídios no Japão, não são apenas fatos individuais e particulares que levam esses indivíduos ao suicídio, mas toda a cultura e a formação social daquele país; se considerássemos outra cultura e outros padrões sociais, talvez esses indivíduos, com as mesmas frustrações particulares, não optassem pelo suicídio. Este fenômeno pode ser considerado não apenas um fato social, mas também, um fato psicológico. Fatos sociais não devem ser confundidos com os fenômenos orgânicos e nem com os psíquicos, que constituem um grupo distinto de fatos observados por outras ciências.
Características do fato social
Coercitividade – característica relacionada com o poder, ou a força, com a qual os padrões culturais de uma sociedade se impõem aos indivíduos que a integram, obrigando esses indivíduos a cumpri-los.
Exterioridade – relaciona-se ao fato de esses padrões culturais serem exteriores ao indivíduo e independentes de sua consciência.
Generalidade – os fatos sociais são coletivos, ou seja, eles não existem para um único indivíduo, mas para todo um grupo, ou sociedade.
VISTO O QUE FOI ESTUDADO, RESPONDA: O QUE VOCÊ ENTENDEU POR FATO SOCIAL E EXEMPLIFIQUE.
Exterioridade – relaciona-se ao fato de esses padrões culturais serem exteriores ao indivíduo e independentes de sua consciência.
Generalidade – os fatos sociais são coletivos, ou seja, eles não existem para um único indivíduo, mas para todo um grupo, ou sociedade.
VISTO O QUE FOI ESTUDADO, RESPONDA: O QUE VOCÊ ENTENDEU POR FATO SOCIAL E EXEMPLIFIQUE.
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Sociologia Gonzaga Mota ,
quinta-feira, 15 de março de 2012
12:32
O positivismo é uma corrente filosófica que surgiu na França no começo do século XIX. Os principais idealizadores do positivismo foram os pensadores Augusto Comte e John Stuart Mill. Esta escola filosófica ganhou força na Europa na segunda metade do século XIX e começo do XX, período em que chegou ao Brasil.
O positivismo defende a idéia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. De acordo com os positivistas somente pode-se afirmar que uma teoria é correta se ela foi comprovada através de métodos científicos válidos.
Os positivistas não consideram os conhecimentos ligados as crenças, superstição ou qualquer outro que não possa ser comprovado cientificamente. Para eles, o progresso da humanidade depende exclusivamente dos avanços científicos.
O positivismo teve muita influência na literatura. No Brasil, por exemplo, influenciou escritores naturalistas como Aluísio de Azevedo e Raul Pompéia.
Curiosidade:
- A frase “Ordem e Progresso” que encontramos na bandeira brasileira é de inspiração positivista.
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